Vídeo: Advogada relata revolta após condutor atingir animal em Campos Altos; cão não resistiu

Segundo a advogada, o caso aconteceu no sábado de Carnaval, por volta das 18h45, na esquina da casa de sua mãe, no cruzamento das ruas José Camilo Filho e José de Sá, em Campos Altos.
- Foto: Arquivo pessoal | Reprodução


A advogada campos-altense Rayra Cristina Ferreira usou as redes sociais na noite desta sexta-feira (27/2) para relatar um caso envolvendo o animal de estimação de sua família, o ‘Zeus’, que faleceu após um episódio vivido nas últimas semanas.

No vídeo, bastante emocionada, ela contou que atua há mais de 15 anos na advocacia, militando em diversas áreas do Direito, e que, nos últimos anos, tem se surpreendido com episódios cruéis em diferentes esferas. Diante do ocorrido, questionou até que ponto o ser humano pode agir de forma irracional.

Segundo a advogada, o caso aconteceu no sábado de Carnaval, por volta das 18h45, na esquina da casa de sua mãe, no cruzamento das ruas José Camilo Filho e José de Sá, em Campos Altos. A mãe dela caminhava com o cão próximo à calçada, quando um veículo atingiu o animal com o para-choque.

De acordo com o relato ao Portal No Foco, o condutor percebeu que havia atingido o cão, mas, mesmo diante do apelo da tutora, o animal foi atropelado novamente. O motorista não parou para prestar socorro e fugiu do local sem oferecer qualquer assistência, de acordo com Rayra. A Polícia Militar foi acionada e um boletim de ocorrência foi confeccionado.

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Rayra afirmou que a situação foi extremamente difícil e destacou que, para quem convive e cuida de um animal por mais de 10 anos, é impossível não desenvolver amor. O cachorro lutou por 12 dias, recebeu atendimento veterinário em Campos Altos — serviço que ela fez questão de elogiar — e depois foi transferido para Uberaba, onde também recebeu cuidados especializados. A advogada ressaltou que investiu no tratamento na tentativa de salvar o animal, mas, devido à gravidade dos ferimentos e à violência do atropelamento, o cão não resistiu.

Indignada, ela declarou que acidentes podem acontecer, mas que é dever do condutor se precaver e, caso ocorram, prestar socorro. Para ela, insistir na agressão e fugir do local caracteriza covardia contra um animal indefeso.

Ao compartilhar a história, a advogada afirmou que não considera o caso uma fatalidade, mas sim um crime ambiental, citando o artigo 32 da Lei 9.605/1998, que prevê punição para quem praticar abuso ou maus-tratos contra animais, inclusive quando há morte. Segundo ela, as providências cabíveis já foram tomadas.

Rayra explicou que decidiu tornar o caso público para conscientizar a população sobre os deveres de prestar socorro e sobre a responsabilidade com os animais. Emocionada durante todo o vídeo, falou sobre caráter, responsabilidade e afirmou que escolheu a profissão para defender os mais fracos. Ao final, declarou: “Trabalho para a Justiça dos homens, mas acredito na Justiça de Deus!”.

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